Quando o Sol entra em Peixes, o ciclo astrológico se aproxima do fim.
Peixes é o último signo do zodíaco. Ele não inicia — ele dissolve.
Na Roda do Ano do hemisfério norte, essa energia ecoa o período entre o fim do inverno e o despertar da primavera.
É o momento em que tudo parece quieto…
mas algo invisível já está se movendo sob a terra.
Peixes: o oceano antes do primeiro fogo
Peixes é regido por Netuno (na astrologia moderna) e tradicionalmente por Júpiter.
Ele carrega:
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espiritualidade
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sensibilidade
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mediunidade
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sonhos
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dissolução do ego
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conexão com o invisível
Peixes não constrói estruturas.
Ele desfaz fronteiras.
Ele nos convida a sentir antes de agir.
A entregar antes de iniciar.
O período da Roda do Ano
Na Roda do Ano pagã do hemisfério norte, o Sol em Peixes acontece entre dois sabás importantes:
Imbolc (1º de fevereiro)
Marca o primeiro sussurro da primavera.
É a centelha que começa a surgir no escuro.
Ostara (Equinócio de Primavera)
Celebra o equilíbrio entre luz e sombra e o verdadeiro renascimento da vida.
Peixes vive exatamente nesse intervalo.
É o útero entre a centelha e o florescimento.
A simbologia profunda dessa fase
Durante o inverno, a terra parece morta.
Mas sob o solo, sementes estão inchando com a água do degelo.
Peixes é essa água.
É o derreter do gelo emocional.
É o luto pelo que foi.
É a purificação antes do novo ciclo solar que começa em Áries.
Na Roda do Ano, é o período de:
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limpezas espirituais
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sonhos proféticos
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rituais de encerramento
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contato com ancestralidade
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descanso profundo
Não é época de plantar.
É época de dissolver.
Peixes como Portal Espiritual
Peixes rege o inconsciente coletivo.
Nesse período, o véu entre mundos parece mais fino.
Intuições ficam mais fortes.
Memórias antigas emergem.
Assim como no fim do inverno, somos convidadas a:
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encarar nossas sombras
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perdoar
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liberar
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encerrar ciclos emocionais
Para que, quando Áries chegar, não levemos o peso do passado.
A Bruxa e o Fim do Ciclo
Na espiritualidade pagã, o fim nunca é apenas fim.
É gestação.
Peixes é a bruxa recolhida, preparando ervas em silêncio.
É o caldeirão antes da ebulição.
É o mar profundo antes da tempestade que inaugura o novo ano astrológico.
Ele nos lembra que o verdadeiro renascimento exige rendição.
Reflexão final
Na Roda do Ano do hemisfério norte, Peixes é o último suspiro do inverno.
Não é fraqueza.
É preparação invisível.
Antes da chama de Áries, existe a água de Peixes.
E toda bruxa sabe:
sem dissolução, não há renascimento.
