As Origens do Halloween: o Véu Entre os Mundos

Quando o outono cobria as terras com folhas douradas e o frio anunciava o fim das colheitas, os antigos celtas celebravam Samhain — o festival que marcava o fim do ano celta e o início do inverno. Mais do que uma festa, era um rito de transição, um tempo em que o véu entre o mundo dos vivos e o dos mortos se tornava mais fino.

 

Durante o Samhain, acreditava-se que os espíritos dos antepassados voltavam para visitar seus lares. As pessoas deixavam ofertas de comida e velas nas janelas, tanto para honrar os entes queridos quanto para afastar as almas errantes. As fogueiras eram acesas para proteger as vilas, e as máscaras — que hoje se transformaram em fantasias — serviam para confundir os espíritos maliciosos.

 

Com o passar dos séculos e a chegada do cristianismo às Ilhas Britânicas, o Samhain foi se fundindo ao Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Eve), celebrado em 31 de outubro. Dessa fusão nasceu o nome que conhecemos hoje: Halloween.

 

Apesar da transformação, muitos dos antigos símbolos sobreviveram:

🎃 A abóbora iluminada (inspirada na lenda de Jack O’Lantern) substituiu os nabos usados pelos celtas;

👻 As fantasias mantiveram o poder ancestral das máscaras;

🕯️ As velas e oferendas seguem representando o elo entre os mundos.

 

Hoje, o Halloween é um momento de celebrar o mistério, a transformação e o poder da sombra — uma lembrança de que a vida e a morte dançam juntas, eternamente.

 

E mesmo que a festa tenha ganhado novas cores e costumes, sua essência permanece: honrar o ciclo natural e reconhecer a magia que existe quando o mundo visível e o invisível se tocam.